Homenagem
aos que morreram nas cadeias fascistas
Foram noites e noites sem dormir,
foram
dias e dias sem contar,
sempre
as mesmas palavras para ouvir,
sempre
os mesmos insultos a escutar,
sempre
os mesmos bastões a carregar,
mais
os choques, a lâmina a ferir,
o
cigarro na carne, a fumegar,
e
a tua boca imóvel, sem se abrir.
Anima-se o carrasco ao pressentir
no
teu corpo acabado de cair
essa
dor que precede a confissão.
Mas
tu sabias a ciência rara
que
diz que um Homem nunca vira a cara
e morreste aos seus pés dizendo: NÃO !

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