
Com flores, com perfumes, com canções,
com crianças correndo na avenida,
com lagartas, chaimites e canhões
e um cravo na G-3 gritando vida,
com os peitos arfando, e os corações
batendo de alegria desmedida,
subiam e desciam multidões
respirando a manhã reaparecida.
O corpo do meu povo estremeceu
ao ver a Liberdade ali, à mão,
como uma flor que, súbito, aparece.
E a flor da Liberdade, então, colheu,
colocando-a bem junto ao coração
para que Abril ali permanecesse.
FERNANDO PEIXOTO

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